Lavar o corpo e a alma


A água quente a correr.
O cheiro do sabão.
A calma do momento.


Historicamente, a água tem sido associada a momentos de lazer, meditação e reflexão. Ao flutuarmos na água do mar, nadarmos numa piscina ou relaxarmos numa banheira, a água tem a capacidade de nos ligar à natureza deixando-nos com um sentimento de paz e descanso na nossa mente e corpo. Quando estamos dentro de água, o corpo está num ambiente diferente, obrigando-nos a desacelerar. Os passos que damos são mais lentos, os braços esforçam-se em afastar a água, abraçando-a ao mesmo tempo, e a respiração torna-se um exercício quase meditativo.
Ao nadarmos no mar ou no rio, os nossos olhos observam um exterior calmo que nos ajuda a aproveitar a natureza que nos rodeia.
Nos dias quentes de verão, nadar no rio é uma das minhas actividades preferidas. A doçura da água, o reflexo das árvores, os peixes que fogem ao primeiro salpico e as pedras debaixo dos pés. Estas pequenas coisas têm o poder de apagar da minha mente as angústias e dúvidas do dia-a-dia. Mas, com o final do tempo quente e com o regresso ao quotidiano, esse meu ritual teve de ser substituído por uma das tarefas mais rotineiras do nosso dia-a-dia - o banho.
Na maior parte dos dias estamos envolvidos numa sequência de acontecimentos que concretizamos quase automaticamente. Comer, trabalhar e dormir. Mas, com a presa do dia-a-dia, esquecemo-nos de valorizar pequenos momentos, como por exemplo lavar a loiça, um ritual que a maior parte das pessoas concretiza com desagrado mas que é extremamente meditativo. Pegar num prato sujo e lavá-lo funciona como uma metáfora para aquilo que podemos melhorar. Entrar numa cozinha suja e desarrumada e deixá-la limpa tem a capacidade de nos deixar mais calmos e com uma pequena sensação de concretização. O mesmo se passa quando tomamos banho.
O banho sempre esteve associado a rituais religiosos e a momentos de passagem. Na Grécia antiga, quando duas pessoas se casavam, realizavam um banho cerimonial onde se lavavam do seu estado de solteiros e se preparavam para a sua nova identidade e vida como casados. Actualmente, o banho ganhou uma conotação quase unicamente prática e, infelizmente, raramente apreciamos aqueles poucos minutos do dia em que estamos em contacto com uma das coisas mais puras da natureza, a água.
O chuveiro pode ser considerado um dos principais culpados do quase desaparecimento do ritual de tomar banho como momento de calma mas também trouxe algumas vantagens. O som da água a correr de cima da nossa cabeça consegue ajudar-nos abstrair do mundo exterior e, por alguns momentos, podemos estar a sós com os nossos pensamentos e com o agradável som de gotas de água a cair aos nossos pés.
Apesar das inúmeras vantagens práticas, económicas e ecológicas em tomar um duche rápido, há dias em que um banho de imersão pode ser a cura para todos os nossos problemas. Nesses dias, costumo deixar de lado as ilusões de que um banho de imersão é feito de espuma a sair da banheira, um copo de vinho ao lado e água cor-de-rosa. Para mim, um banho de imersão é um momento de descanso para a minha mente, de limpeza para o meu corpo e de tratamento para a minha pele, é por isso que prefiro acrescentar à água sais de banho, óleos essenciais e outros ingredientes naturais. A água onde me vou banhar pode não ficar azul nem vermelha e pode não haver espuma à minha volta, mas prefiro mil vezes a clareza da água aos químicos dos corantes. 
Os sais de banho que costumo fazer são o reflexo da simplicidade. Na maior parte das vezes uso apenas sal marinho grosso, alfazema e algumas gotas de óleo essencial de alfazema ou de hortelã-pimenta mas da última vez que fiz sais de banho decidi utilizar as amostras que tinha dos novos óleos essenciais da Annmarie Gianni. Cada um destes óleos essenciais representa um sentimento ou estado de espírito - Vibrante, Paixão, Calma, Amor e Balanço - baseado nas propriedades de cada um. O Vibrante tem um cheiro feminino e fresco que deriva da utilização de flores e citrinos proveniente do limão italiano, da alfazema e das clementinas. O óleo essencial Paixão, como o próprio nome indica, tem um cheiro mais sensual devido à presença de sândalo, incenso e mirra doce. Também o óleo essencial Amor tem sândalo mas as rosas e o jasmim tornam este cheiro mais doce e suave. O óleo essencial dedicado à Calma inclui incenso, abeto, pau-rosa e alfazema e uma gota é suficiente para nos deixar em paz com o que nos rodeia. Por último, o óleo essencial dedicado ao Balanço tem uma fragrância quente e forte devido aos óleos essenciais de patchouli e gengibre e é o cheiro perfeito para um dia de inverno.
Apesar de estes óleos poderem ser utilizados de muitas outras formas, eu decidi utilizar as minhas amostras para fazer 5 pequenos frascos de sais de banho. Até agora tenho usado ingredientes simples para fazer os meus sais de banho mas em breve quero experimentar outros productos como sal do mar morto, sal dos Himalaias, mel, leite e talvez algumas flores. 
O banho, tal como muitas outras coisas simples, tem vindo a ser desvalorizado. Hoje tomamos banho em rápidos minutos porque há sempre algo mais importante para fazer mas, naqueles dias em que nada corre bem, ou naquelas alturas em que precisamos de descansar e estar apenas em paz connosco, o banho pode ser o ritual de passagem ideal para lavar o nosso corpo e limpar a nossa cabeça. Nem que seja apenas durante cinco minutos.





Washing my body and soul


The water flowing.
The smell of soap.
The calm of the moment.

Historically, water has been linked to leisure time, meditation and reflection. When we float in seawater or relax in a pool or bathtub, the water has the ability to connect us with  nature, bringing a sense of peace and rest in our minds and bodies. When we're in the water, our body is in a different environment, forcing us to slow down. The steps we take are slower, our arms strive to displace water and breathing becomes almost a meditative exercise.
When we swim in the sea or in the river, our eyes take in the calmness of the environment, helping us to enjoy the surrounding nature.
On warm summer days, swimming in the river is one of my favorite activities. I love to be surrounded by river water, to gaze at the reflection of the trees and the stones under my naked feet. These little things have the power to ease the anxieties and doubts of day-to-day life in my mind. But with the end of the warm weather this special ritual had to be replaced by one of the most devalued everyday talks - bathing.
On most days we are involved in a sequence of events that we accomplish almost automatically, such as eating, working and sleeping. But with all the running around of day-to-day life, we forget to cherish those little moments, such as doing the dishes, an unpleasant task that could be extremely meditative. Picking up a dirty plate and wash it could be a metaphor for what we could improve. The same is true when we wash ourselves.
Historically, the bath has always been associated with religious rituals and defining moments. In ancient Greece, when two people marry, they held a ceremonial bath where they washed their state of singles and prepare for their new identity as a married couple. But, unfortunately, today we rarely appreciate those few minutes of the day when are connected with one of the purest things of nature, water.
The shower can be considered one of the main culprits of devaluing bathing as a calm ritual, but it also brought some advantages. The sound of the water can help us disconnect from the outside world, leaving us alone with our thoughts and with the pleasant sound of water droplets falling at our feet.
Despite the numerous advantages in taking a quick shower, there are days when a bath can be the cure for all our problems. But, when I feel the desire to take a long bath I often put aside the hollywood illusions of what a bath should look like. For me, a bath is a moment of rest for my mind, cleansing for my body and treatment for my skin, that's why I prefer to add bath salts, essential oils and other natural ingredients to the water instead of the colorfull bath bombs and bubble bars everyone seems to like. The water may not turn blue or red but I prefer my bath water to be as clear as my mind.
From some time now I decided to start making my own bath salts. Usually I only use coarse sea salt, lavender, and a few drops of lavender or peppermint essential oils, but this time I dedided add to my bath salts the Essential Oil Parfum Blends from Annmarie Gianni. Each blend has a unique scent and aromatherapeutic properties, helping to shape your mood and emotions, in addition to their amazing fragrance. I made a bath salt from each available sample - Vibrance, Passion, Love, Calm, and Grounded.
Vibrance is a light and feminine oil blend will that will lift your senses with classic, romantic florals and notes of mood-boosting citrus. Passion is warm and intended to help you relax and awaken your sensuality. Earthy, grounding notes of vetiver and buddha wood provide a base for the passion-igniting aromas of rose and sandalwood.
The Love oil blend is a heart-opening blend of natural aphrodisiac oils that inspire you to be your most loving self. Sweet jasmine and classic rose are balanced by sandalwood and frankincense, for a scent that’s nothing short of irresistible. With Calm oil blend you can create a sacred space for yourself where you can breathe deeply and release negativity. Spruce oil lends freshness to this blend of florals, tied together with comforting frankincense for a clean and crisp scent. Last but not least, we have Grounded, an oil blend intended to help you find peace and clarity with woody and earthy base notes and a touch of sweetness to give you a beautifully understated, quietly confident scent.
Although you can use them as your natural perfume, in your diffuser, or added to a carrier oil and use as a moisturizer, I loved to use my samples to create my own bath salts. So far I have used simple ingredients to make my bath salts but soon I want to try other products such as dead sea salt, himalayan salt, honey, milk and maybe some flowers.
Taking a bath, like many other simple things, has been devalued. Today we bathe in quick minutes because there is always something more important to do but in those days when everything seems to go wrong and you need to rest and just be at peace with yourself, the bath can be the perfect ritual to wash your body and clear your head, even if it is only for a moment.


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