Leituras - O elefante e o dragão



A realidade sempre me pareceu mais interessante do que a ficção. E talvez seja por isso que a maioria dos livros que leio e dos filmes que vejo são baseados em factos verídicos e contam uma versão fiel do que realmente aconteceu ou do que ainda está a acontecer.

Um dos últimos livros que li chama-se “O elefante e o dragão” e, apesar do título fantasioso, ele enquadra-se perfeitamente no tipo de livros que nos ajudam a conhecer melhor o mundo em que vivemos. Este livro fala sobre a ascensão da Índia e da China a nível económico e sobre o que isso significa para nós, ocidentais.

O oriente sempre me fascinou imenso. Tal como os assuntos relacionados com a economia e o consumo. Desta forma, este livro já estava na minha lista de leitura há muito tempo. Antes mesmo de começar a ler este livro já sentia imensa curiosidade sobre esta temática. Como é que a China se tornou tão importante para nós a nível comercial? Quando é que se tornou quase impossível passar um dia sem estar em contacto com productos feitos na China? Como é que a Índia é considerada uma das mais promissoras potencias económicas quando os seus valores ainda são extremamente conservadores? Quando é que uma peça de roupa começou a ser mais viajada do que o seu dono?

Este livro, da jornalista Robyn Meredith, dá resposta a todas estas perguntas e a muitas outras, enquanto nos fala sobre o futuro do consumismo e da economia.

Ao longo deste livro conseguimos também perceber como o passado destes países foi extremamente importante para que a Índia e a China se transformassem nas fábricas do mundo. Enquanto nós, ocidentais, estávamos a apreciar a nosso futuro dourado, os orientais estavam a tentar sobreviver numa situação de extrema pobreza. Mas quando surgiu a oportunidade de serem donos do seu próprio futuro, eles não perderam a oportunidade e transformaram-se numa mão-de-obra muito mais poderosa do que nós poderíamos imaginar. Subitamente, as últimas pessoas que considerávamos que pudessem ser nossos concorrentes a nível económico têm as fábricas do mundo nas suas mãos. 

Apesar da China e da Índia terem pegado as rédeas do seu futuro e estarem a lutar por aquilo que os ocidentais tomaram por garantido, a pobreza e as más condições de trabalho ainda estão longe de desaparecer. Estes países podem ser mão-de-obra barata mas por agora ainda representam um elevado número de mão de obra escrava.

A ascensão económica da China e da Índia ajudou a contribuir para o consumismo rápido, industrial e desenfreado que se vive nos países ocidentais. Contudo, enquanto no oriente um par de calças significa uma oportunidade de trabalho que poderá dar um futuro melhor a milhões de pessoas, no ocidente continuamos a pensar que as calças de ontem já não servem para hoje.

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