A verdade sobre a nossa pele



Desde que adoptei uma rotina de beleza mais natural e minimalista, tenho andado mais atenta aos produtos que coloco na minha cara e sobretudo no meu corpo. Afinal, a nossa pele é um órgão e devemos tratá-la como tal. Estar a comprar cremes com ingredientes tóxicos não vai curar milagrosamente o acne nem deixar-nos sem rugas. Talvez nos vá enganar durante uns dias mas a cura dos problemas de pele não passa por aí. Aliás, na maior parte das vezes, os produtos que prometem uma pele perfeita em alguns dias ou em algumas horas são possivelmente aqueles que mais vão prejudicar o funcionamento do nosso organismo e a sua capacidade de regeneração natural.
Quando usamos cremes apenas com produtos naturais estamos a tratar a nossa pele com produtos que lhe são familiares. Quando queremos soluções rápidas e aplicamos na nossa pele produtos com ingredientes que incluem químicos, conservantes ou ingredientes tóxicos, estamos a poluir e a confundir um dos órgãos mais sensíveis do nosso corpo e a tirar-lhe a sua capacidade natural de regeneração.
Apesar da pele do nosso rosto ser extremamente sensível, e uma das que está mais exposta às mudanças de temperatura exteriores, aquilo que colocamos no nosso corpo pode refletir-se em problemas sérios como cancro da mama. Contudo, a maior parte das pessoas ainda acredita que aquilo que colocamos na nossa pele fica apenas na nossa pele. Quando na verdade a pele consegue levar absorver os produtos que colocamos segundos.
Por esta razão, não faz sentido continuarmos a comprar cremes sem termos atenção aos ingredientes que estamos a deixar a nossa pele absorver. Sobretudo quando estamos a pôr cremes directamente em cima de zonas sensíveis, como o nosso peito. Afinal, o facto de ser uma das zonas mais sensíveis no corpo da mulher pode levar-nos a duplicar os cuidados que temos. Mas, ao aplicarmos um creme de corpo que não seja natural podemos estar a alimentar o nosso peito com ingredientes tóxicos. Além disso, com o aumento da oferta de cremes naturais não faz sentido estarmos a pôr a nossa pele em situações de risco. Por exemplo, o creme de peito Lovely Jubblies da Lush é extremamente hidratante e a maioria dos ingredientes do produto são naturais. Além de que aumenta ainda a firmeza na zona do peito e pode ainda ser aplicado nas pernas, na barriga e em outras zonas do nosso corpo em que gostássemos de ter um pouco mais de firmeza.
Ao contrário da maior parte das marcas de cosméticos, que faz dos ingredientes usados uma espécie de segredo de justiça, a Lush deixa-nos explorar cada um dos ingredientes usados nos seus produtos através da Lushopaedia, para percebermos qual a função de cada um deles no produto e quais é que são naturais e sintéticos.
Mas, voltando a alguns factos sobre a nossa pele. A pele é o maior órgão que temos no nosso corpo e isso faz com que seja um reflexo dos problemas externos e internos do nosso corpo. É por esta razão que na maior parte das vezes é inútil estar a “intoxicar” o nosso corpo com cremes que prometem maravilhas, quando a cura para os nossos problemas de pele está na nossa genética e no nosso estilo de vida. Se comermos e vivermos de forma saudável e se libertarmos a nossa pele de todos os cremes que temos vindo a aplicar ao longo dos anos ela consegue encontrar o seu equilíbrio naturalmente e combater os seus próprios problemas de forma natural.
Esta teoria é defendida no livro Skin Cleanse de Adiana Grigore, a criadora da marca natural S. W. Basics. Tenho de admitir que este foi o primeiro livro que quis ler sobre beleza. Por norma não sou uma pessoa que costuma comprar livros quando o tópico é a beleza mas desta vez foi diferente. O conceito do livro interessou-me imenso e comecei a ficar mais curiosa sobre a razão por que a genética e os ambientes externos podem ditar o futuro da minha pele.
A Adiana Grigore acredita que a melhor maneira de limpar a nossa pele é não usar maquilhagem durante vários dias, substituir os nossos produtos de beleza por alternativas naturais, como óleo de coco ou azeite, comer de forma saudável e fazer exercício regularmente.
De acordo com a autora este tratamento 100% natural vai dar à nossa pele a oportunidade de se restaurar e de tratar os seus próprios problemas sem perturbações químicas.
Apesar de haver vários dias em que eu não uso maquilhagem, costumo sempre usar algum produto, como creme hidratante ou tónico facial e não costumo ter especial atenção à minha alimentação. Por isso, decidi que era altura de experimentar uma verdadeira limpeza facial que fosse além da minha pele. Assim, eliminei a maquilhagem e todos os produtos que usava por alguns dias. Comecei a ter uma alimentação mais saudável e tentei fazer exercício sempre que podia. Se ao início a minha testa começou a ficar com a oleosidade do costume, à medida que a minha alimentação ia melhorando, a oleosidade começou também a desaparecer pouco a pouco. De repente, sem fazer absolutamente nada parecia que as zonas secas da minha pele estavam menos secas e que as zonas oleosas estavam menos oleosas. Uma prova de que somos realmente aquilo que comemos e que não há tal coisa como peles secas, oleosas ou mistas. Porque, como defende Adiana Grigore no seu livro, pele oleosa não é um tipo de pele, é um sintoma de algo que está errado no nosso corpo. Mas, como diz a autora, tratar este tipo de sintomas é mais do que comer bem e não usar produtos químicos na nossa pele. Porque a nossa herança genética é tão grande que aquilo que os nossos avós comeram ainda pode fazer parte do nosso organismo e pode ser a razão por que a nossa pele não reage bem a certos alimentos ou locais.

Este livro ajudou-me imenso a ver a minha pele mais como um órgão e menos como uma tela para cremes e maquilhagens. Além disso, descobri que o minimalismo pode também ser a solução para uma pele melhor. Afinal, depois de sabermos que não precisamos de produtos para ter uma pele melhor quem precisa de uma casa de banho cheia de cremes?

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ps: Se quiseres comprar-me este livro envia-me um email.Estou a tentar ser mais minimalista em relação aos livros que tenho na minha estante.


THE TRUTH ABOUT OUR SKIN

Ever since I’ve adopted a more natural and minimal beauty routine, I’ve been more aware of what I put on my face and on my body. Our skin is an organ, after all, and we should treat is as such. Buying creams with toxic ingredients won’t heal our acne or our wrinkles like some kind of miracle. It might fool us for a few days, but that’s no way to heal our skin’s ailments. On most cases, products that make promises of perfect skin in just a few days, or even hours, are possibly the ones that will harm our bodily functions and self-healing capabilities the most.
When we use creams based on nothing but natural products we’re treating our skin with something familiar to it. When we go for quick solutions and choose chemical-laden products, preservatives or other toxic ingredients, we’re polluting and confusing one of the most sensible organs in our body and stripping away its own ability to heal.
Even though the skin on our faces is extremely sensitive, it’s the one that’s the most vulnerable to temperature variations, and what we put on our bodies can turn into serious issues, such as breast cancer. However, most people still believes that what goes on the skin stays on the skin, when the truth is that, the skin can absorb whatever we put on it in seconds.
For this very reason, it’s nonsense to buy creams blindly without paying attention to what our skin is carrying into our bodies, especially when we’re using those creams on sensitive areas, such as our breasts. The fact that they are one of the most sensitive zones on the female body should make us be twice as careful about what we use on them. By applying non-natural creams, we are letting our breasts absorb toxic chemicals. Furthermore, with the ever rising offer on natural creams, it makes no sense to risk our skin over this. Lush’s Lovely Jubblies breast cream is extremely hydrating and most of its ingredients are natural. It also increases the firmness in the area, and can be used on legs, belly and other zones of our body we’d like to look more firm.
Unlike most cosmetics brands, which keep ingredient lists under lock and key, Lush lets us explore each of the ingredients used in their products through Lushopaedia, in order to understand which ingredients do what on their products, and which are natural or synthetic.
Back to some facts on our skin, though.  Our skin is the largest organ on our bodies, and that makes it a window into our bodies’ internal and external problem. That’s why on most cases, it’s pointless to “intoxicate” our bodies with creams that promise miracles, when the cure to our ailments is in our genes and lifestyles. If we eat and live healthily and if we free our skin of all the creams we’ve been using for all these years, it will find its balance back on its own and solve its own problems naturally.
This theory is backed in the Skin Cleanse book, by Adiana Grigore, the creator of the S.W. Basics natural brand. I must admit that this was the first book on beauty that I really wanted to read.  I’m not usually someone who buys books on beauty, but this one was different. The concept of the book caught my interest, and I started getting curious as to why genetics and our environments can set the course for the future of my skin.
Adiana Grigore believes that the best way to cleanse our skins is not wearing makeup for several days, replace our beauty products for natural alternatives, such as coconut or olive oil, eat healthy and exercise regularly.
According to the author, this 100% natural treatment will give our skin a chance to fix itself and heal its own problems without any chemical imbalance.
Even though I have several days where I don’t wear any make up, I almost always use some kind of product, such as a hydrating cream or facial tonic, and I don’t usually mind my food intake too much. This was why I decided it was time to try a face cleanse routine that went beyond by skin. I eliminated makeup and every other product I used for a few days. I started eating healthily and exercising whenever I could. In the beginning, my forehead still developed its typical greasy look, as my eating habits got healthier, the grease began fading away. All of a sudden, without doing anything special, it seemed like the dry zones on my skin were less dry and oily zones less oily. This is proof that we truly are what we eat, and that there is no such thing as a dry, oily or mixed type skins. As Adiana Grigore states in her book, healing this kind of symptoms is about eating healthily and not using toxic chemicals on our skins. Our genetic heritage is so significant that what our grandparents eat might very well still be a part of our bodies, and might be the reason why our skin won’t react well to certain foods or places.
This book really helped me see my skin as an organ instead of a canvas for creams and makeup. I also discovered that minimalism might also be a solution for better skin. After all, after we know that we don’t need products to keep our skins glowing, who needs a bathroom full of creams?

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ps: If you want to buy this book from me, send me an e-mail. I’m trying to be more minimalist with the books on my shelf.

2 comentários:

  1. Adorei o post! Tenho pensado muito sobre o assunto recentemente, pois estou fazendo um tratamento de pele. Cada vez que vou a uma dermatologista, volto pra casa com mais e mais cremes. Já perguntei se precisava mesmo de tantas coisas e para ela é algo natural. E tenho a impressão de que com a idade, mais coisas terei que usar, o que me assusta... Obrigada pela dica de leitura, vai para a minha lista!

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    1. Olá Aniram! Se tens estado a enfrentar esses problemas de pele aconselho-te mesmo a leres este livro. A autora do livro também enfrentou imensos problemas de pele e conta como os superou através de tratamentos mais naturais. Pode ser que também resulte contigo :)

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