A propósito da vaidade


vai·da·de
(latim vanitas, -atis)
substantivo feminino
1. Qualidade do que é vão, inútil, sem solidez nem duração. = VANIDADE
2. Fatuidade; ostentação.
3. Sentimento de grande valorização que alguém tem em relação a si próprio. = VANGLÓRIA
4. Futilidade.


Quase sem saber troquei a vaidade por valores mais altos. Não é que antes me considera-se uma pessoa extremamente vaidosa mas havia sempre uma parte de mim que gostava de se “embonecar” e de sentir essa tal valorização em relação a mim mesma. Mas, esses tempos de vaidade eram também tempos de compras, de correr atrás da última moda e de me sentir confusa em relação ao meu estilo e ao que deveria vestir.
Quando o minimalismo começou a entrar no meu dia-a-dia, e o meu armário começou a ter apenas roupas que eu gostava e que não me importaria de vestir vezes e vezes sem conta, a vaidade começou a desaparecer. Foi como se a vaidade fosse desaparecendo à medida que o meu estilo melhorava.
Os valores de ostentação, vanglória e futilidade foram substituídos pela confiança em mim mesma, nos meus gostos e no meu próprio estilo. Afinal, quem precisa de ser vaidosa quando pode ser confiante?
Apesar de esta mudança ter ocorrido ao longo dos últimos anos, acho que só agora é que me apercebi de como a vaidade é algo que é em vão, inútil e sem solidez nem duração. Antes, a minha vaidade dependia sempre de uma peça de roupa nova ou de uma ida ao cabeleireiro. Situações efémeras com um prazo de validade extremamente curto que me faziam querer sempre comprar mais em nome da vaidade. Agora consigo perceber como este tipo de atitudes sempre foi diferente do meu tipo de personalidade e da minha maneira de estar. Como me podia preocupar tanto com a vaidade quando nem gostava de chamar a atenção?
Ao começar a perceber que a roupa é algo que serve para vestir e não para impressionar a minha forma de comprar mudou. Agora, ao ter um estilo à base de peças de roupa básicas e intemporais raramente me sinto vaidosa na hora de me vestir. Mas posso garantir que me sinto quase sempre confiante. Confiante no meu estilo, nos meus gostos, e na minha pele. E isso é algo muito mais valioso do que a efemeridade da vaidade.

ON VANITY
va·ni·ty
(latim vanitas, -atis)
noun
1. lack of real value; hollowness; worthlessness:  = VANITY
2. Fatuity; ostentation.
3. Excessive elation or pride over one's own achievements, abilities, etc. = VAINGLORY
4. Futility.

Almost without realizing it, I gave up vanity for higher values. It's not like I considered myself to have an extreme sense of vanity in the first place, but there was always a part of me that liked to doll myself up, and the feeling of self-value that comes with it. But, those times of vanity were also times of shopping, of running after the latest fad and of feeling confused about my style and what I should wear.
When minimalism began to find its place in my daily life, and my closet started housing only the clothes I liked and didn't mind wearing over and over, vanity began to fade away. It was like it faded faster and faster as my style improved.
The values of ostentation, vainglory and futility were replaced by self-confidence, and confidence in my own tastes and style. After all, who needs vanity when you have confidence?
Even though this change happened during the last few years, only now do I realize how vanity really does have a lack of real value, and is hollow and worthless. Before that, my vanity was always at the mercy of a new piece of clothing or a hairdresser session. Ephemeral events with an extremely short duration that made me always want to go out again and buy more in the name of vanity. Now, I understand that this kind of behavior had always been a deviation of my personality. How and why did I bother so much with vanity if I didn't even enjoy drawing attention to myself?

By understanding that the purpose of clothing is to be worn and not to impress, my shopping habits changed. Now, by having a style based on basic, timeless clothing items, I rarely have feelings of vanity when it's time to get dressed. But I can assure you, I almost always feel confident. Confident in my style, in my tastes and in my skin. That is far more valuable than the fatuity of vanity.

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