Marcas que vendem comércio justo - Lush



Já quase todos ouvimos falar dos direitos do consumidor, mas, infelizmente, ainda pouca gente se preocupa com os direitos dos produtores dos bens e serviços que consumimos diariamente. A globalização fez com que a rota de um produto seja cada vez mais complicada de traçar. Desde que um artigo é produzido até ao momento em que chega às nossas mãos existe um longo caminho que nem sempre é o mais justo. Quem fez o algodão que está presente na tua camisola? Os produtos de beleza que utilizas foram testados em animais? A pessoa que tingiu o tecido dos teus lençóis está a receber alguma parte do dinheiro que pagaste por ele? O sabonete que utilizas é produzido com recurso a químicos que te sujam mais do que te limpam? Os sapatos que estás a utilizar foram fabricados por mão-de-obra escrava?
Estas são algumas das perguntas que devemos fazer a nós mesmos se queremos que o mundo seja um lugar mais justo para produtores e consumidores. É neste contexto que surge o conceito de comércio justo, uma iniciativa que pretende garantir que as condições humanas e ambientais são respeitadas durante a produção de determinados produtos.
Para nos certificarmos que estamos a apoiar o comércio justo e que estamos a apoiar as marcas que defendem os mesmos valores em que acreditamos é fundamental reparar na história de vida de um produto ou marca e tentar verificar se apoiam o comércio justo.
A marca Lush, por exemplo, não só apoia o comércio justo, como utiliza produtos naturais e é contra os testes dos produtos em animais. Quando encontramos uma marca que defende valores tão nobres como estes a melhor coisa a fazer é apoiar este tipo de comércio através da compra dos produtos da marca, em vez de estarmos a favorecer marcas que dependem de mão-de-obra escrava ou que não apoiam os produtores.
O preço a pagar pelos produtos que apoiam o comércio justo podem ser mais elevados do que o normal, mas esse valor extra que vais pagar garante-te que o teu dinheiro vai parar às pessoas certas e que estás a apoiar um modo de vida mais humano e menos capitalista. Ao apoiarmos este tipo de marcas estamos a provar que somos consumidores conscientes. Enquanto não apoiarmos marcas que defendam valores similares aos nossos as marcas vão continuar a utilizar más condições humanas e ambientais nas linhas de produção. Os valores éticos associados a uma marca têm de começar por consumidores interessados.
Contudo, há mais do que valores morais envolvidos no mercado do comércio justo, sobretudo relativo a produtos de beleza. A minha pele sempre foi incrivelmente sensível e quando coloco algo no meu corpo gosto de ter a garantia de que não estou a irritar a minha pele com produtos cuja lista de ingredientes nem consigo pronunciar. Para isso tento sempre procurar produtos com ingredientes naturais, que não realizem testes em animais e, de preferência, que apoiem o comércio justo. Só houve uma marca onde encontrei estas três coisas, a Lush.
Depois de navegar um pouco pelo site e de descobrir o champô Fairly Traded Honey, que, como o próprio nome indica apoia o comércio justo, enviei um email à Lush para saber se tinham mais produtos à venda que apoiassem o comércio justo. Quando me responderam apresentaram-se uma extensa lista com mais de 18 produtos que iam desde cremes para o rosto, champôs, barras de massagens, tónicos de limpeza e bálsamos labiais. Resumindo, era possível ter uma rotina de beleza em que utilizássemos apenas produtos que apoiassem o comércio justo.
Quando tive oportunidade de experimentar uma barra de massagens com cheiro a morango e um bálsamo labial de chocolate e laranja desta marca percebi que tinha feito uma aposta segura nestes produtos. A inscrição “Comércio justo” aparecia presente na embalagem dos produtos, sendo que, o sabonete vinha apenas embrulhado em papel, mostrando claramente uma forte preocupação ambiental. Quando depois li os ingredientes dos produtos fiquei agradavelmente surpreendida. Não havia palavras estranhas, aliás, até dava gosto ler aquilo que ia pôr na minha pele: “Manteiga de Cacau Orgânica e de Comércio Justo (Theobroma cacao), Manteiga de Karité de Comércio Justo (Butyrospermum parkii), Morangos Frescos (Fragaria vesca), Óleo de Coco Extra Virgem (Cocos nucifera)…”. Quem não quer pôr morangos frescos na sua pele?

No final, vai sempre haver quem acha que os produtos são caros, que podemos comprar um shampoo de marca branca amanhã por um quarto do preço ou que os produtos naturais não são tão bons. Eu acho o contrário. Prefiro apoiar marcas que apoiem os mesmos valores que eu. Prefiro pagar um pouco mais por algo bom para mim e óptimo para os produtores. Prefiro ter um só sabonete de qualidade e com ingredientes reais a uma prateleira com dez tipos de gel de banho diferentes. 

6 comentários:

  1. Super bacana! Não tinha ouvido falar em comércio justo e já adorei essa marca Lush que chegou no Brasil essa semana. Ainda não vi se eles tem e-commerce mas certamente quero adquirir produtos da marca!

    Abraços!

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    1. Olá Bruna! Também descobri o conceito de comércio justo à pouco tempo mas fiquei encantada com os valores que defendem. Em princípio vou fazer mais textos sobre marcas que apoiam este tipo de comércio, entretanto fico feliz por te ter dado a conhecer a Lush, é uma das melhores marcas de produtos relacionados com beleza e bem estar que conheço:)

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    2. "há pouco tempo"

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  2. Pena que não é barato....

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    1. É verdade, a marca Lush não é muito barata mas por vezes comprar apenas um produto que é bom para nós e que está a ajudar a sociedade em que vivemos pode compensar mais do que uma dúzia de produtos baratos.

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  3. Ola se vc tiver alguma dica de marca de roupa de qualidade e com comercio justo vc poderia nos passar? Obrigado

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